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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

RETROSPECTIVA DELIRANTE 2013

E nesse fim de ano que se aproxima o Panacéia Delirante faz uma retrospectiva dos trabalhos e projetos realizados pelo grupo no ano de 2013, no qual inteiramos 5 anos de trabalho contínuo como grupo de teatreiras.

Em 2013, foram realizadas diversas ações envolvendo os campos da cena, da pesquisa em artes cênicas, da produção cultural e da dramaturgia.

De antemão o grupo agradece de coração a todos os colaboradores e parceiros que estiveram direta e indiretamente conosco durante o ano. A presença de vocês foi indispensável para que realizássemos um bom exercício dessa arte que é essencialmente coletiva: o teatro!
Desejamos um Feliz 2014, com muita alegria, paz, amor e trabalho!

Assim, em cada dia da contagem final pra o encerramento de 2013 estaremos relembrando um pedacinho dessa trajetória do grupo durante o ano.
Confira abaixo o inicio de nossa Retrospectiva Delirante:


I FITLÂ -  realizado entre janeiro e fevereiro de 2013, Costa Rica
FITLÂ E TALLER INTERNACIONAL COM ABYA YALLA – COSTA RICA


Iniciamos o ano em processo de intercâmbio. Em parceria com o Colectivo Âmbar, o Panacéia Delirante realizou o I Festival Itinerante de Teatro Latino Americano Âmbar – FITLÂ, que aconteceu na Costa Rica, América Central, entre janeiro e Fevereiro de 2013.

Com o apoio financeiro da Secretaria da Fazenda, Secretaria de Cultura, Fundo de Cultura, Governo do Estado da Bahia, o Panacéia Delirante efetivou sua participação na primeira edição do Festival apresentando “LUA CAÍDA: conjunto três intervenções urbanas que fazem parte do novo projeto de investigação artística do Panacéia, intitulado A Face Oculta da Lua”; apresentou-se ainda a performance "Máquinas" no mercado central de Ipis - Guadalupe, Costa Rica.  O grupo também ofereceu duas oficinas gratuitas: uma “Dança de Matrizes afro-brasileira direcionada para atores” e ministrada por Jane Santa Cruz e outra de “Jogos teatrais para mulheres”, ministrada por todo o grupo.


Intervenção urbana Lua Caída apresentada no parque Morazán em San José - Costa Rica / Janeiro de 2013

Performance "Máquinas" apresentada no mercado central de Ipis - Guadalupe, Costa Rica

Oficina de Jogos teatrais para mulheres realizada na sede do Colectivo La Cleta, em San Ramón - Costa Rica
Oficina de Dança de Matrizes Afro-brasileiras conduzida por Jane Santa Cruz em San José - Costa Rica

Após o festival, o grupo se manteve na cidade de San José, a fim de tomar uma oficina com o reconhecido grupo de teatro Costarriquenho AbyaYala. Junto aos mestres Paula Molinari, Roxana Dávila, David Korish e Janko Navarro, tivemos duas semanas de intenso aprendizado. Gracias a todos que compartieron esta linda experiencia con nosotras!

Taller com Abya Yalla: Jane Santa Cruz e Lílith Marques em exercício de sensibilização vocal conduzido pela mestra Paula Molinari.
No regresso a Salvador realizamos uma comunicação performance aberta a público chamada Notícias do Mundo de Lá, em Abril, no Centro Cultural Ensaio, compartilhando através de cenas, exercícios, fotos e vídeos a experiência vivida na Costa Rica. Tivemos durante a comunicação a participação de Daniela Chaves, companheira do Colectivo Âmbar e uma das cabeças organizadoras do I Fitlâ 2013.
Comunicação - performance "Notícias do mundo de Lá". Abril, no Centro Cultural Ensaio - Salvador

Agradecimento especial ao Centro Cultural Ensaio, ao Colectivo La Cleta, a todo o Colectivo Âmbar (com destaque para os companheiros Ticos que nos receberam em suas casas e a Daniela Chàvez e Nayubel Monteiro). Agradecemos ainda aos 'maestros' do Abya Yalla e ao o apoio financeiro da Secretaria da Fazenda, Secretaria de Cultura, Fundo de Cultura, Governo do Estado da Bahia.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Conexões Âmbar: intercâmbio e formação em teatro



Nos últimos dias, o Panacéia Delirante realizou várias postagens sobre nossa viagem para a Costa Rica, em janeiro de 2013. Lá, nós participamos e produzimos o primeiro FITLÂ (Festival Itinerante de Teatro Latinoamericano Âmbar) e participamos de uma oficina com o renomado grupo Abya Yala.

A ida para a Costa Rica foi financiada pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, o que nos permitiu realizar diversas realidades:

·       Apresentar a intervenção: Máquinas
·       Apresentar a intervenção: Lua Caída
·       Realizar a oficina: Só para mulheres
·       Realizar a oficina: Dança afro brasileira para atores-Imagens ancestrais.
·       Promover a atividade: Máscaras
·       Participar dos conversatórios (mesas redondas) do festival
·       Fazer o curso com o Abya Yala
·       Realizar a comunicação-performática: Notícias do mundo de lá...

Agora, na véspera da finalização do projeto Conexões Âmbar: intercâmbio e formação em teatro, não poderíamos estar mais felizes. Muito trabalho, muitas realizações! Que venham outros projetos de intercâmbio, e que haja sempre sensibilidade por parte do estado para financiar tais iniciativas!



A ave



A ave é um solo do ator Agamenon de Abreu, nosso conterrâneo. A apresentação do espetáculo durante o FITLÂ (Festival Itinerante de Teatro Lationoamericano Âmbar) simboliza o primeiro contato do grupo Viapalco com o Colectivo Âmbar. Vida longa para A ave, o Viapalco e o Colectivo!



Lembrando que a participação do Panacéia Delirante no festival foi apoiada pelo edital MOBILIDADE ARTÍSTICA E CULTURAL – 2012, da Secretaria de Cultura do estado da Bahia. 

Calle 13 - Latinoamérica

Essa é uma das músicas mais representativas da experiência vivida no FITLÂ (Festival Itinerante de Teatro Latinoamericano Âmbar). Quando tocava, nas festas e pontos de encontro, era como se soasse um hino comum a todos. Por essa razão, postamos aqui a canção e a letra com tradução (e deixamos o convite para que outras pessoas cantem com a gente e continuem esse bonito trabalho que o Colectivo Âmbar está realizando):



 Latinoamérica (feat. Totó La Momposina)
Soy... soy lo que dejaron
Soy toda la sobra de lo que te robaron
Un pueblo escondido en la cima
Mi piel es de cuero, por eso aguanta cualquier clima

Soy una fábrica de humo
Mano de obra campesina para tu consumo
Frente de frío en el medio del verano
El amor en los tiempos del cólera, ¡mi hermano!

Si el sol que nace y el día que muere
Con los mejores atardeceres
Soy el desarrollo en carne viva
Un discurso político sin saliva

Las caras más bonitas que he conocido
Soy la fotografía de un desaparecido
La sangre dentro de tus venas
Soy un pedazo de tierra que vale la pena

Una canasta con frijoles,
Soy Maradona contra Inglaterra
Anotándote dos goles
Soy lo que sostiene mi bandera
La espina dorsal del planeta, es mi cordillera

Soy lo que me enseñó mi padre
El que no quiere a su patría, no quiere a su madre
Soy América Latina,
Un pueblo sin piernas, pero que camina

Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor

Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores

Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor

Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores

Tengo los lagos, tengo los ríos
Tengo mis dientes pa' cuando me sonrio
La nieve que maquilla mis montañas
Tengo el sol que me saca y la lluvia que me baña

Un desierto embriagado con peyote
Un trago de pulque para cantar con los coyotes
Todo lo que necesito,
Tengo a mis pulmones respirando azul clarito
La altura que sofoca,
Soy las muelas de mi boca, mascando coca

El otoño con sus hojas desmayadas
Los versos escritos bajo la noches estrellada
Una viña repleta de uvas
Un cañaveral bajo el sol en Cuba

Soy el mar Caribe que vigila las casitas
Haciendo rituales de agua bendita
El viento que peina mi cabellos
Soy, todos los santos que cuelgan de mi cuello
El jugo de mi lucha no es artificial
Porque el abono de mi tierra es natural

Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor

Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores

Não se pode comprar o vento
Não se pode comprar o sol
Não se pode comprar a chuva
Não se pode comprar o calor
Não se pode comprar as nuvens
Não se pode comprar as cores
Não se pode comprar minha alegria
Não se pode comprar as minhas dores

No puedes comprar el sol...
No puedes comprar la lluvia
(Vamos caminando) No riso e no amor
(Vamos caminando) No pranto e na dor
(Vamos dibujando el camino) El sol...
No puedes comprar mi vida
(Vamos caminando) LA TIERRA NO SE VENDE

Trabajo bruto, pero con orgullo
Aquí se comparte, lo mío es tuyo
Este pueblo no se ahoga con marullo
Y se derrumba yo lo reconstruyo

Tampoco pestañeo cuando te miro
Para que te recuerde de mi apellido
La operación Condor invadiendo mi nido
!Perdono pero nunca olvido!

Vamos camimando
Aquí se respira lucha
Vamos caminando
Yo canto porque se escucha
Vamos dibujando el camino
(Vozes de um só coração)
Vamos caminando
Aquí estamos de pie

¡Que viva la américa!

No puedes comprar mi vida...

América Latina (part. Totó la Momposina, Susana Baca & Maria Rita)
Sou... sou o que deixaram
Sou toda a sobra do que te roubaram
Um povo escondido lá acima
Minha pele é de couro, por isso aguenta qualquer clima

Sou uma fábrica de fumaça
Mão obra camponesa para o teu consumo
Frente fria no meio do verão
Amor nos tempos do cólera, meu irmão.

Se o sol que nasce e o dia que morre
Com os melhores entardeceres
Sou o desenvolvimento em carne viva
Um discurso político sem saliva

Os rostos mais bonitos que conheci
Sou a fotografia de um desaparecido
O sangue dentro de tuas veias
Sou um pedaço de terra que vala a pena

Uma cesta com feijões,
Sou Maradona contra Ingraterra
Marcando-te dois gols
Sou o que sustenta minha bandeira
A espinha dorsal do planeta é minha cordilheira

Sou o que meu pai me ensinou
O que não quer a sua pátria, não quer a sua mãe
Sou América Latina,
Um povo sem perna, mas que caminha

Tu não podes comprar o vento
Tu não podes comprar o Sol
Tu não podes comprar a chuva
Tu não podes comprar o calor

Tu não podes comprar as nuvens
Tu não podes comprar as cores
Tu não podes comprar minha alegria
Tu não podes comprar minhas dores

Tu não podes comprar o vento
Tu não podes comprar o Sol
Tu não podes comprar a chuva
Tu não podes comprar o calor

Tu não podes comprar as nuvens
Tu não podes comprar as cores
Tu não podes comprar minha alegria
Tu não podes comprar minhas dores

Tenho os lagos, tenho os rios
Tenho meus dentes para quando sorrio
A neve que maquia minhas montanhas
Tenho o sol que me seca e a chuva que me banha

Um deserto embrigado com peyote
Uma dose de pulque para cantar com os coiotes
Tudo o que necessito,
Tenho meus pulmões respirando azul clarinho
A altura que sufoca,
Sou os molares da minha boca, mascando coca

O outono com suas folhas caídas
Os versos escritos sob as noites estreladas
Uma vinha repleta de uvas
Um canavial sob o sol de Cuba

Sou o mar Caribe que vigia as casinhas
Fazendo rituais de água benta
O vento que pentia meus cabelos
Sou todos os santos que penduram em meu pescoço
O conteúdo de minha luta não é artificial
Porque o adubo de minha terra é natural

Tu não podes comprar o vento
Tu não podes comprar o Sol
Tu não podes comprar a chuva
Tu não podes comprar o calor

Tu não podes comprar as nuvens
Tu não podes comprar as cores
Tu não podes comprar minha alegria
Tu não podes comprar minhas dores

Não se pode comprar o vento
Não se pode comprar o Sol
Não se pode comprar a chuva
Não se pode comprar o calor
Não se pode comprar as nuvens
Não se pode comprar as cores
Não se pode comprar minha alegria
Não se pode comprar minhas dores

Não podes comprar o Sol...
Não podes comprar a chuva
(Vamos caminhando) No riso e no amor
(Vamos caminhando) No pranto e na dor
(Vamos desenhando o caminho) O Sol...
Não podes comprar minha vida
(Vamos caminhando) A TERRA NÃO SE VENDE

Trabalho duro, mas com orgulho
Aquí se compartilha, o meu é teu
Este povo não se afoga com ondas grandes
E se derruba eu o reconstruo

Tão pouco pisco quanto te olho
Para que te lembre do meu sobrenome
A operação Condor invadindo meu ninho
Perdoo mas nunca esqueço!

Vamos caminhando
Aqui se respira lucha
Vamos Caminhando
Eu canto porque se escuta
Vamos desenhando o caminho
(Vozes de um só coração)
Vamos caminhando
Aqui estamos de pé

Que viva a América!

Não podes comprar minha vida...



Lembrando que a participação do Panacéia Delirante no festival foi apoiada pelo edital MOBILIDADE ARTÍSTICA E CULTURAL – 2012, da Secretaria de Cultura do estado da Bahia.