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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Os Grupos Panacéia Delirante e Via Palco vão representar o Brasil no México!


2014 Chegou!!!!


E depois de encerrar com chave de ouro a temporada do experimento cênico Lua Crescente o Panacéia resolveu tirar férias! Férias? Nãooooo!!!!

O Pancéia Delirante e o Viapalco Grupo de Teatro se preparam para uma viagem que será no mínimo inesquecível e de grande valia para o enriquecimento dos fazeres artísticos da nossa cidade. Os dois grupos irão representar o Brasil no evento chamado Laboratório Âmbar- edição México 2014! Sim, a Delegação Brasileira do Colectivo Âmbar rumo ao México muchach@s!

Após ter projeto aprovado pelo Edital de Mobilidade Artística (SECULT) 4 integrantes desses dois ativos grupos da capital baiana arrumam as malas para participar de dois cursos ministrados por grandes mestres das Artes Cênicas no México, Shaday Larios Ruiz e Gerardo Trejoluna. As Panacéias Jane Santa Cruz e Lílith Marques e os Via Palco Agamenon de Abreu e Nayara Homem deixarão as nossas terras tupiniquins para essa jornada. As malas terão bastante espaço porque a bagagem de volta será enorme! E para dividir essa experiência com os teatreiros da nossa terra, estão planejadas atividades de contrapartida para classe artística a partir do que for apreendido e experienciado nesse projeto de intercâmbio, pesquisa e formação artística.O evento é organizado pelo Colcetivo Âmbar (rede de artistas e promotores cênicos latinoamericanos). Além da Delegação Brasileira, esse encontro deverá contar com a participação de integrantes de artistas e grupos das Delegações de Costa Rica, Bolívia, Colômbia, Peru, Argentina, e do anfitrião do evento, México.

AGUARDEM POIS AS NOVIDADES APENAS COMEÇAM!

 Quer conhecer melhor o Colectivo Âmbar? É só clicar!

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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Receita de Ano Novo

Receita de Ano Novo – Drummond

Para você ganhar um belíssimo Ano Novo
cor de arco
-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas 
sementinhas do vir-a-ver,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra
birita,
não precisa expedir nem receber mensagens

(planta ou recebe mensagens? passa telegramas?).


Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
por certo decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.


Para ganhar um ano-novo que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Retrospectiva Delirante 2013 - Lua Crescente

Lua Crescente e o inicio da Lunação

Lunação: um ciclo lunar completo

Lunação é o nome que se dá a um ciclo lunar completo. Como já é sabido, o Panacéia Delirante pretende montar um espetáculo chamado A Face Oculta da Lua, com direção e dramaturgia coletivas. E enquanto não chegamos até a face oculta, decidimos delirar um pouquinho e começar a nossa própria Lunação. Assim, o grupo irá experimentar cenicamente caminhos de criação através da montagem das 4 fases lunares.
Atrizes no cenário de Lua Crescente 1ª temporada, Centro Cultural Ensaio. Foto: Ade Zeus

Em 2013 demos o start com a montagem da Lua Crescente, primeiro ciclo de nossa ‘Encenação Lunar’!

O experimento/peça curta foi construído no primeiro semestre de 2013 e apresentado ao público em junho do mesmo ano. Foram apenas três apresentações, realizadas no Centro Cultural Ensaio (Garcia), espaço de residência do Grupo. No elenco Camila Guilera, Jane Santa Cruz, Lara Couto e Lílith Marques, que também compartilham a direção. Os textos são de autoria de todas as panacéias, incluindo Milena Flick que atualmente se encontra fora do Brasil.

Jane Santa Cruz em Lua Crescente, 2ª temporada, Sala 5. Foto: Yuri Du Val

Essa primeira versão de Lua Crescente foi apresentada também em Quito, em julho de 2013, para os companheiros do Colectivo Âmbar – rede Latinoamericana do qual o Panacéia Delirante é membro.

Após cada apresentação foi realizado bate papo com o público a fim de abrir o processo de criação e ouvir sugestões, críticas e impressões. Esse material gerado nos impulsionou a continuar investigando Lua crescente e em novembro de 2013 voltamos a cartaz, agora com somente três atrizes no elenco: Camila Guilera, Jane Santa Cruz e Lílith Marques.



Jane Santa Cruz e Lílith Marques. 2ª Temporada. Foto: Yuri Du Val

Para essa segunda temporada de Lua Crescente, que teve 6 apresentações na Sala 5 da Escola de Teatro da UFBA, fizemos ensaios na praia de Amaralina e algumas modificações no roteiro das cenas. A personagem Mariana se tornou mais presente e a água e a areia chegaram com mais força enquanto elementos base da criação. Os bate papos com o público após cada apresentação continuaram e modificações provenientes de sugestões dos espectadores eram feitas a cada dia de espetáculo, de modo que sempre tínhamos uma criação nova para apresentar a cada semana de temporada.

O processo de Lua Crescente tem tomado rumo próprio. O experimento, que traz a temática das histórias de criação do mundo e do nascimento da personagem Mariana, vem crescendo por si só, pedindo novas cenas e desdobramentos.



Camila Guilera. 2ª Temporada. Foto: Yuri Du Val

O grupo se prepara para em 2014 mergulhar na criação da Lua Cheia, mas certamente Lua Crescente ainda mostrará que tem reverberações e coisas a dizer, afinal, num processo artístico de pesquisa nenhuma criação chega ao fim.O trabalho está sempre vivo, pronto para voltar a entrar em ebulição!
Confira em nosso álbum no facebook mais fotos da 2ª temporada de Lua Crescente: https://www.facebook.com/panaceiadelirante/media_set?set=a.675820262468599&type=1

O Panacéia Delirante agradece ao Centro Cultural Ensaio, na pessoa de Fábio Tavares, que nos proporcionou um espaço para a criação desde que iniciamos a parceria em 2012. Agradecemos ainda a Escola de Teatro da UFBA, a Fernando Santana, Bruno Guilera e Lucas Modesto, a Mateus Schimith e Gabriel Lyber – que nos auxiliaram com a operação de luzes da primeira e segunda temporada respectivamente – a Guilherme Weber e Luana Costa que realizaram a filmagem da segunda temporada, a Ade Zeus e Yuri Du Val – que fotografaram a primeira e segunda temporada respectivamente – e a todo o público que nos assistiu e colaborou com nossa pesquisa através dos bate papos e depoimentos escritos ou desenhados.

Em 2014 a lua de Mariana continuará a crescer! Axé!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Retrospectiva Delirante 2013: Leituras Dramáticas

A Face Oculta da Memória: Ciclo de Leituras Dramáticas

Tendo regressado a Salvador, já no segundo semestre de 2013, o Panacéia Delirante se dedicou a realizar atividades na cidade. A primeira delas foi o Ciclo de Leituras Dramáticas A face Oculta da Memória: ação resultante do curso de dramaturgia ‘Memória y Olvido en la Acción Dramática’, tomado em quito-Equador, de 01 a 12 de julho de 2013, junto ao grupo Malayerba (ministrante: Arístides Vargas). A ação fez parte da contrapartida do projeto “A face oculta da memória: da experiência pessoal à dramaturgia de grupo”, contemplado com o edital de Difusão e Intercâmbio do Ministério da Cultura do Brasil.

O ciclo de Leituras dramáticas aconteceu durante o mês de outubro de 2013 e trouxe 5 textos inéditos, de autoria das atrizes do panacéia e de Fernando Santana – construídos a partir do curso tomado no equador. A ação integra, ainda, o projeto de pesquisa e investigação de A Face Oculta da Lua, no qual as atrizes do panacéia pretendem construir um texto dramatúrgico a cinco mãos.

As leituras aconteceram na Sala 5 da escola de teatro da UFBA e contaram com a presença de atores convidados, bem como das dramaturgas Adelice Souza e Paula Lice, que teceram comentários sobre cada textos numa roda de debates instalada após cada leitura.

Confira abaixo os textos apresentados:

À Beira do Cais - Fernando Santana

O texto apresenta a realidade de Andréia, uma garota de programa que vive à beira do cais e de Denise, sua irmã de consideração, que ela tenta proteger das corrupções diárias do meio em que se encontram. As duas vivem imersas na dura realidade do submundo, mas Andréia já está condenada à falta de esperança, com seus pés cravados no chão, enquanto Denise, vive a sonhar com a chegada de seu grande amor, à beira do cais.

Da esq. para dir.: Renata CAzumbá, Lílith Marques, Danilo Cairo, Daniel Calibam. Leitura À Beira do Cais: texto e direção de Fernando Santana
A leitura contou com a participação de Renata Cazumbá, Antônio Marcelo, Danilo, Cairo, Daniel Calibam, Jane Santa Cruz, Camila Guilera e Lílith Marques. A direção é assinada por Fernando Santana.



Contração – Jane Santa Cruz

O emocionante texto de Jane Santa Cruz dá voz à personagem Iami, um bebê fruto de um estupro. De dentro do ventre ela conversa com a mãe e com o público, durante as contrações do parto, e expressa de maneira poética seu manifesto pelo desejo de nascer.

A leitura com a participação das panacéias Lílith Marques (Iami) e Camila Guilera (rubrica-parteira. A Direção ficou a cargo da autora Jane Santa Cruz.
Lílith Marques na Leitura de Contração: texto e direção de Jane Santa Cruz

Febre – Milena Flick

Um texto surrealista e mágico de Milena Flick, que propõe um mergulho no universo do sonho e do ‘no sense’. Com alusões a Alice no país das maravilhas, histórias autobiográficas e sonhos pessoais ou escutados, o texto apresenta a personagem Mariana (de A Face oculta da Lua), desdobrada e transformada em Mariana 1, Mariana 2, Mariana 3 e Espelho. Borrando as fronteiras entre drama e literatura, estar acordado ou estar dormindo, lógica e caos, o texto Febre provoca o espectador em todos os sentidos. 
Daniel Calibam na leitura de Febre: texto de Milena Flick

Participaram da leitura os atores Danilo Cairo e Daniel Calibam (do grupo Toca de Teatro), Fernando Santana, e as panacéias Jane Santa Cruz, Lílith Marques e Camila Guilera (que assina a codireção junto a Milena Flick).



Girassóis afogados no uísque – Camila Guilera

O texto traz as personagens Maria e Mariana, avó e neta, que tecen uma interessante teia de lembranças e criação sobre a relação familiar, o afeto, despedida e a finitude das pessoas e das coisas. Nos faz retornar a um tempo outro e perceber que somos feitos de lembranças e esquecimento.

No elenco Lílith Marques e Jane Santa Cruz se revezaram na leitura das duas personagens e rubricas. Camila Guilera assinou a Direção.
Jane Santa Cruz e Lílith Marques na leitura de Girassóis afogados no Uísque: texto e direção de Camila Guilera


Maré – Lílith Marques

Também com alusões ao universo do fantástico e do sonho, das fronteiras borradas entre a realidade e a ficção, o texto traz a presença de Mariana, Lílith e Eva. Uma mulher é o ponto central da trama. Visitada por outros 4 personagens durante uma noite na praia, essa espécie de heroína traça uma jornada interior de recordação e autoconhecimento. A praia é apresentada como esse espaço mitológico, arquetípico, simbologia da própria alma humana, onde se passam os conflitos e os processos de cura.

No elenco: Edvard Passos, Gabriel Lyber, Mirella Matteo, Laura Sarpa e as panacéias Jane Santa Cruz e Camila Guilera. A direção esteve a cargo da autora Lílith Marques

Camila Guilera Leitura de Maré: Texto e direção Lílith Marques


O Ciclo de Leituras Dramáticas apontou para o grupo muitos horizontes de continuidade e investigação para o processo de A Face Oculta da Lua. Foi um imenso prazer poder compartilhar todo esse processo de aprendizado e de criação com atores parceiros, com as dramaturgas convidadas (Paula Lice e Adelice Souza) e com o público que mais uma vez se mostra como agente vital em nosso processo de criação de grupo. Expressamos assim, nossa enorme gratidão a todos que participaram, aos atores convidados, ao grupo Toca de teatro, as dramaturgas convidadas, a Escola de Teatro da UFBA e ao nosso financiador, o Ministério da Cultura (Governo Federal e Fundo Nacional de Cultura).

Comunicamos a todos que em breve os textos estarão disponibilizados na íntegra para consulta/download neste blog.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013 - Intercâmbio nas Alturas!

INTERCÂMBIO NAS ALTURAS

Chegando próximo ao meio do ano, o grupo realizou duas ações de intercambio nas alturas da linda cidade de Quito, Equador.

Taller de Dramaturgia


A primeira foi a participação no “II Taller Internacional de dramaturgia Memoria y olvido en la acción dramática, ministrado por Arístides Vargas e realizado pelo Teatro Malayerba”. O taller aconteceu entre os dias 01 e 12 de julho de 2013. Participaram quatro atrizes do Panacéia delirante e mais o dramaturgo baiano Fernando Santana, além de companheiros de outros países da América Latina. A participação do Panacéia Delirante, bem como de Fernando Santana no curso foi financiada pelo Ministério da Cultura através do Edital de Difusão e Intercambio 2013.

Agradecemos a colaboração de Fernando Santana, Daysi Sánchez, Arístides Vargas e ao financiamento provindo do Governo Federal e do Fundo Nacional de Cultura.

Fronteiras

Cartaz do espetáculo Fronteiras
Após o curso, em julho de 2013, 4 atrizes do Panacéia Delirante, Camila Guilera, Jane Santa Cruz, Lílith Marques e Milena Flick, permaneceram em Quito a fim de iniciar o processo de produção e montagem do espetáculo Fronteiras, iniciativa do Colectivo Âmbar em coprodução com o Panacéia Delirante e o teatro Malayerba, sob o apoio financeiro do fundo para as artes Iberescena. O “Proyecto Fronteiras” vinha sendo gestado desde 2012, mas sua realização se deu entre julho e setembro de 2013. Estiveram participando 14 artistas de 6 países da América Latina, 12 deles membros do Colectivo Âmbar. 
Casa de Teatro Malayerba - Quito, Equador
O grupo formado pelos 12 membros do Âmbar provenientes do Brasil, Peru, Argentina, Equador, Costa Rica e México esteve trabalhando por dois meses intensivos na casa Malayerba, junto ao diretor e dramaturgo Arístides Vargas. Também tivemos encontros de criação/produção com outros membros do grupo Malayerba como Charo Francès, Gerson Guerra, Daysi Sánches e Helena Vargas.

Foi realizada uma verdadeira ocupação da casa Malayerba, localizada próximo ao parque La Alameda, em Quito. Os três andares da casa, incluindo espaços como banheiros, cozinha e camarim, foram ocupados com cenas e instalações resultantes do processo labiríntico do espetáculo, que se iniciava do lado de fora da casa e se concluía no palco localizado no terceiro andar. Cenas provenientes de sonhos encenados, recordações, histórias de nossas avós e provocações sobre o questionamento ‘que tipos de fronteiras existem no mundo?’ eram distribuídas nos mais diversos espaços da casa Malayerba e aconteciam, inclusive, simultaneamente. O público ingressava em três grupos distintos de 15 pessoas max. por grupo. Cada grupo ingressava na casa com um intervalo de aprox. 6 minutos de diferença, encontrando-se somente durante as cenas finais localizadas no palco.

O espetáculo trazia cenas em português, em espanhol e em portunhol.
Encenação de um sonho com Lílith Marques e Milena Flick: processo de criação de Fronteiras

Camila Guilera improvisa junto a Ruben Dario (equador) e Natalia Durán (Costa Rica) sobre as fronteiras territoriais e de linguagem: processo de criação de Fronteiras

Lílith Marques (ao fundo) e Jane Santa Cruz (a frente): processo de Criação de Fronteiras
 Os participantes do Âmbar atuaram e elaboraram os elementos técnicos de cenário, figurino e luzes. A dramaturgia foi coordenada por Arístides Vargas junto a um grupo de 4 membros âmbar, dentre os quais estava Camila Guilera, do Panacéia Delirante. Na equipe de Luzes estava Jane Santa Cruz, na de figurinos Milena Flick e na de cenários Lílith Marques . A produção esteve a cargo do Panacéia Delirante em conjunto com Daniela Chávez e Daysi Sanches.
Camila Guilera interpreta a 'Ama de Chaves' : personagem guardião dos mistérios da casa e guia do público durante o espetáculo Fronteiras.

Milena Flick: cena das Aduanas, Fronteiras

Fronteiras ficou em cartaz em Quito durante o mês de agosto de 2013 e participou ainda do Festival Internacional de Manta (costa equatoriana), em setembro de 2013.

Uma experiência maravilhosa que marcou a história do grupo.

Agradecimentos aos companheiros Âmbar, aos integrantes do Teatro Malayerba, aos estudantes do Laboratório Malayerba, Julián Francés, Embaixada do Peru, Fundo para as Artes Iberescena e fundação Yupana. Y a La casa Mariscal! Lugar no qual moramos durante a estadia em Quito e que deixou muitas recordações.

Retrospectiva Delirante 2013 - Cinco anos de Panacéia Delirante!


A quinta primavera: por um teatro de grupo!

O Panacéia Delirante comemorou, em 21 de abril de 2013, cinco anos de vida e de prática contínua no teatro grupo. Para nós é uma satisfação enorme inteirar mais um ano de vida, de luta e de dedicação no exercício do teatro de grupo, que é uma escola para a arte de viver.


Muitos se perguntam o que é o teatro de grupo, sem dúvidas é um terreno amplo, tão amplo que não pode ser definido desde uma única perspectiva. Relações afetivas, criativas e profissionais se misturam numa rebuscada teia onde o exercício da alteridade é tão importante quanto o ato de respirar.


Durante a semana santa de 2013 o grupo Vila Vox realizou um seminário sobre o tema e pediu aos grupos da cidade de Salvador que fizessem vídeos a partir do questionamento ‘O que é o teatro de grupo?’. O Panacéia comprou a proposta e filmou um pequeno vídeo sobre o assunto. A filmagem se deu em um dos melhores lugares para se falar de teatro de grupo: na estrada, durante a circulação de Dorotéia na Paraíba!


Vale a pena conferir! O vídeo foi editado por nossa cara Lara Couto.


sábado, 28 de dezembro de 2013

Retrospectiva Delirante 2013 - Dorotéia!

ANDANÇAS DE DOROTÉIA

2013 foi um ano de andanças para o espetáculo Dorotéia, que tem direção assinada por Hebe Alves e codireção de Lucas Modesto, trazendo no elenco as 5 atrizes do Panacéia Delirante.
Camila Guilera como Dorottéia / foto: Bruno Vilnelli

Milena Flick como Flávia / foto: Bruno Vilnelli
Dorotéia iniciou o ano de apresentações no SESC- SENAC Pelourinho, com convite para apresentar-se no dia internacional do Teatro e circo, ao 27 de março de 2013! 

Dando sequência ao ano, Dorotéia também participou da comemoração dos 35 anos do grupo Piolin, em João pessoa, na Paraíba, também em março de 2013. A peça ainda apresentou-se no evento Verão cênico Malayerba, em Quito, Equador, a convite do grupo de teatro Malayerba, em julho de 2013.
Jane Santa Cruz como Assunta da Abadia / foto: Bruno Vilnelli

Milena Flick no delírio e morte de Maura / foto: Bruno Vilnelli

Lara Couto como Dorotéia / foto: Bruno Vilnelli
Panaceia agradece a toda a equipe do espetáculo, Hebe Alves, Lucas Modesto, Viviane Jacó e aos grupos e administradores dos espaços onde apresentamos: Ana Paulilo (SESC-SENAC), Nonêgo Lyra (Teatro Piolin), Daysi Sanchéz e Gerson Guerra (Teatro Malayerba). Desejamos que a parceria com esses grupos e espaços se prolongue e se repita, foi um prazer estar com vocês em 2013!
Ao fundo Lílith Marques e Lara Couto. A frente, Camila Guilera como Dorotéia / foto: Bruno Vilnelli


Lílith Marques como Das Dores / foto: Bruno Vilnelli

RETROSPECTIVA DELIRANTE 2013 - Pesquisa

Pesquisa: fechamento de ciclos e abertura de novos caminhos

No ano de 2013 tivemos a alegria de comemorar a defesa de dissertação de mestrado de três integrantes do grupo: Lara Couto (fevereiro), Lílith Marques (março) e Milena Flick (março). Parabéns meninas, o grupo fica alegre e satisfeito com a conquista de vocês!Sabemos que essas pesquisas individuais refletem resultados e caminhos de/para nossa própria pesquisa de grupo Além disso, Lara Couto iniciou sua pesquisa de Doutorado, com sua aprovação na seleção do Programa De Pós Graduação Em Artes Cênicas da Escola de Teatro da UFBA! Parabéns Larinha!
Cartaz defesa de mestrado Lara Couto

Cartaz defesa de mestrado Lílith Marques

Cartaz defesa de mestrado Milena Flick


Além da pesquisa científica, o grupo deu continuidade ao processo de pesquisa artística A Face Oculta da Lua, que se iniciou em 2012 e seguirá no próximo ano, 2014! O projeto de pesquisa de A face oculta da Lua ganhou no ano de 2013 um selo. Assim, sempre que os seguidores do Panacéia Delirante avistarem o selo abaixo em alguma ação realizada pelo grupo, saberão que a ação está relacionada à pesquisa de A Face Oculta da Lua. Fique de olho, em 2014 você verá essa marquinha algumas vezes!
Selo da pesquisa de A Face Oculta da Lua: desenhado por Lílith Marques e aprovado pelas outras 4 Panacéias em 2013


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Eu, plateia

"Bem, eu tive um pouco de medo dessa experiência de ver de fora. Falo do experimento Lua Crescente, do grupo Panacéia Delirante. O espetáculo foi concebido e encenado inicialmente com a minha colaboração. Mas, por razões pessoais, não pude continuar no elenco para essa segunda temporada (de 30 de novembro a 15 de dezembro). Entretanto, meu medo se transformou em profunda alegria e gratidão de ver esse projeto tão mais maduro. Uma fruta madura, mas com pontos verdes ainda, pois esse é um espetáculo processual, modificado a cada sessão, toda vez que alguém da plateia joga uma ideia que nos intriga: “A gente podia fazer isso”... E dias depois, fazemos! Essa é a beleza desse processo, que muda como a lua... E segue crescendo!"

por LARA COUTO 



 
LUA CRESCENTE
  Sábados e domingos na Sala 05 da Escola de Teatro da UFBA
18:30h
R$08,00 / R$04,00

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A Face Oculta da Memória - Agradecimentos



Ontem encerramos nosso primeiro projeto de leituras dramáticas “A Face Oculta da Memória” com o texto de Lílith Marques, MARÉ. Queremos agradecer imensamente a todos aqueles que nos ajudaram nessa aventura e que contribuiram de alguma forma para tornar esse projeto tão gratificante, tocante e significativo como foi:

Agradecemos ao Ministério de Cultura do Brasil que financiou nossas passagens para Quito, possibilitando nossa participação no II Taller Internacional de Dramaturgia do grupo Malayerba;

Um agradecimento especialmente afetuoso a nosso mestre e companheiro de trabalho Arístides Vargas, que conduziu a oficina com uma sensibilidade sem igual e também ao grupo Malayerba, sobretudo na figura de Daysi Sánchez, produtora, guerreira e amiga;

Muito obrigada ao grupo Toca de Teatro, parceiros e amigos de longa data e aos atores convidados, que encheram de luz e energia as nossas leituras:


Antônio Marcelo

Daniel Calibam

Danilo Cairo

Edvard Passos

Fernando Santana

Gabriel Lyber

Laura Sarpa

Mirella Matteo

Renata Cazumbá

Que lindos encontros e reencontros esse projeto nos proporcionou...

Agradecemos a Adelice Souza e Paula Lice, que delícia trabalhar com vocês! Obrigada por toparem fazer parte desse projeto, esperamos que haja novos encontros, foi um imenso prazer contar com a colaboração de vocês!

Um agradecimento também a Yuri Du Val que registrou todo o processo de apresentação das leituras, com belas imagens divulgadas em nossas mídias.

A Lucas Modesto, nosso colaborador querido, que nos acompanha desde nossos primeiros passos, nosso muito obrigada por nos ajudar (e salvar!) sempre que precisamos... Temos muito admiração por seu trabalho e agradecemos muitíssimo pela força que sempre nos dá na arte gráfica. 

Agradecemos ainda a sempre parceira Escola de teatro da UFBA que nos cedeu o espaço para realização do evento, e aos funcionários seu Rebouças e seu Geraldo, pessoas que sempre colaboram com sua boa energia e acessibilidade.

Um agradecimento também aos nossos amigos e familiares que nos dão apoio e inspiração no fazer artístico.

Esse projeto faz parte de um projeto de pesquisa e investigação artística intitulado A Face Oculta da Lua, que segue em processo e prevê outras ações. De 29 de novembro a 15 de Dezembro estaremos apresentando outro dos primeiros resultados dessa investigação, o experimento LUA CRESCENTE, que volta a cartaz na Escola de Teatro da UFBA, sábados e domingos, sempre as 18:30h.